Eu gosto dele. Ele não é nada do que eu sempre procurei, não faz nem metade das coisas que um dia sonhei que a pessoa que eu amasse faria. Ele não é como essas pessoas que você conhece, sabe? Ele é tão inútil, tão infantil. Ele bagunça minha mente, como uma criança bagunça um quarto. Ele me tem fácil, como uma criança ganha um doce. Ele me conquista, como toda criança faz quando começa a falar. Ele é tão diferente, tão imaturo. Ele não vale quase nada, é sério. Nem eu estando apaixonada, o consigo ver com mil e uma qualidades. Mas eu gosto dele, sempre juro não voltar a me entregar, mas eu sou dele. Não tem como negar, como retrucar. Eu tento, mas eu o amo. É só ele me dizer metade dos clichês que eu volto a sonhar com casa e filhos. É só ele me ligar, que eu falo como nunca falei. E quando ele decide em ficar longe, eu me mostro forte, sem necessidade alguma dele, mas quando ele tá perto, eu me perco, me jogo. Parece que tudo fica bobo, engraçado, besta. Parece que a gente nunca vai se separar de vez, que nada vai nos afastar. Como se nos conhecêssemos há anos, e que ficaremos juntos por mais cem.