Tenho um jeito meio estranho de lidar comigo. Nem sempre me
aceito, nem sempre me entendo, nem sempre me dou a mão. E
como é essencial a gente se dar a mão, meu Deus! Olhar para
dentro pode ser desesperador e doído. A gente carrega muitas
coisas no peito, nas costas, na memória. E é preciso tentar viver
bem com passado, presente e futuro batidos e misturados dentro da
coqueteleira interna. Não é tarefa fácil, não. Requer esforço e uma
capacidade bonita de perdoar.